Terça-feira, Outubro 17, 2006
The Desert & Delta Safari

Para quem quiser passar um final de ano absolutamente diferente deixo aqui esta sugestão.
Para mais informações
Um Abraço a Todos
Bin
Quarta-feira, Março 08, 2006
Ali Farka Touré. 1939-2006

HILLY YORO
Life is a combination
Of tears and smiles
Everyone should follow
Their own route
If a man has no eyes
Another can see
If a man has no feet
Another can walk
Ali Farka Touré
Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006
Terroristas? Quais Terroristas? III

Legenda: Geula Cohen, terrorist member of the Stern Gang.

Legenda: Menahem Begin posing as a Rabbi with his wife and son Benjamin, who is now an extremist Member of the Knesset, while in hiding from the Police in Palestine in 1945.

Legenda: Avraham Stern, alias Yair, the founder of the terrorist Stern Gang.

Legenda: Arch-terrorist Menahem Begin with members of the Irgun Z'vai Leumi terrorist gang. Begin's group was responsible for many atrocities, including the King David Hotel massacre and the Deir Yassin massacre, in collusion with the Jewish Agency and Haganah.

Legenda: Wanted Poster of the Palestine Police offering rewards for the capture of Stern Gang terrorists: 1.Yaacov Levstein (Yaacov Eliav); 2.Yitzhak Yezernitzky (Yitshak Shamir); 3.Natan Friedman-Yelin; 4.Yaacov Levi; 5.Moshe Bar Gloria; and 6.Yehosha Cohen.

Legenda: Wanted Poster of the Palestine Police offering rewards for the capture of Irgun Z'vai Leumi terrorists: 1.Menahem Begin; 2.Arieh Ben Eliezer; 3.Leib Boyko; 4.Reuben Franco; and 5.Marek Kahane.
Todas as fotos estão neste Livro
"The greatest Zionist and Israeli crime against me and six million other Palestinians is that they have deprived us of living in our ancestral homeland, Palestine, as citizens of our independent undivided Palestinian State.
"
Issa Nakhleh
Recomendo a Leitura da Encyclopedia of the Palestine Problem.
Estas fotos servem para acompanhar o post do Luis, leiam Aqui.
Sábado, Fevereiro 04, 2006
Namíbia I ou Fogo
Terça-feira, Janeiro 31, 2006
Terroristas? Quais Terroristas? II






Todas as fotos estão neste Livro
"The greatest Zionist and Israeli crime against me and six million other Palestinians is that they have deprived us of living in our ancestral homeland, Palestine, as citizens of our independent undivided Palestinian State.
"
Issa Nakhleh
Recomendo a Leitura da Encyclopedia of the Palestine Problem.
Porque Isto, Isto, Isto, Isto, Isto, Isto,Isto e Isto e ainda Isto está tudo ligado, e merece a nossa especial atenção e sobretudo consciencialização.
Já nada pode passar em claro.
Que se discuta e se debatam ideias.
E sobretudo que estes posts sejam alertas aqui na blogosfera e lá fora, no mundo real.
Bin
Quinta-feira, Janeiro 26, 2006
Terroristas? Quais Terroristas?

Photo © Salim Yaqub
"Na África do Sul, os africânderes consideravam-se como «um povo e uma nação à parte, ocupando a terra dos seus antepassados, (…) falando uma língua dada por Deus(…), e destinados por Deus a reinar (nessa terra) para civilizar as populações pagãs*».
É precisamente isso que a maioria dos israelitas se considera, incluindo os laicos que votaram em Sharon.
É preciso, pois, começar a procurar um de Klerk israelita. (…)
Ironicamente, no momento em que acabava o apartheid na África do Sul (início de Maio de 1994), o Estado de Israel começou a erigir um novo apartheid na Palestina através da assinatura do primeiro acordo Gaza/Jericó. Ao contrário da África do Sul, onde os velhos métodos de separação e de aquisição de terras pelos brancos tiveram de acabar a partir do início das negociações, na Palestina, pelo contrário, eles intensificaram-se. Do mesmo modo, ao contrário do governo branco de de Klerk, que regularizou a questão das confiscações de terras durante os três anos de negociações com o ANC de Nelson Mandela, o governo de Yitzhak Rabin permitiu o prosseguimento de colonatos na Cisjordânia e noutros territórios, como se os acordos de Oslo nunca tivessem sido assinados.
O governo de apartheid sul-africano expulsara as populações negras das suas terras, obrigando-as a viver em homelands, e distribuíra a terra aos brancos. Os sucessivos governos israelitas, do Likud ou do Partido Trabalhista, aplicaram a mesma política de «limpeza étnica» na Palestina. Quanto ao parlamento israelita, legalizou o sistema.
Durante os sete longos anos do processo de paz, prevaleceram duas legislações na Palestina: uma para os judeus e outra para os palestinianos. Os judeus tiveram liberdade de circular, construir e expandir-se, ao passo que os palestinianos foram acantonados em bantustões. Os israelitas adquiriram terras e expropriaram muitas outras, enquanto os palestinianos, limitados por interdições de circulação, nem sequer tinham acesso físico a essas terras. Israel manteve uma rigorosa separação entre os colonos judeus, que viviam sob legislação e protecção israelita, e os palestinianos, que viviam sob a legislação e segurança palestinianas. Tal como a África do Sul atribuíra aos dirigentes dos homelands uma soberania que eles não podiam exercer, também o Estado de Israel quis dar à Autoridade Palestiniana uma certa liberdade dotada dos sinais aparentes de uma soberania, mas que aquela não tinha possibilidade de exercer.
Tal como a África do sul dominou e controlou os black homelands, também o Estado de Israel conservou o poder, o controlo e a soberania nos enclaves autónomos. Controla também as terras, a água, os recursos naturais, a circulação de pessoas na Cisjordânia e na faixa de Gaza, os fluxos de mercadorias dentro e fora dos bantustões palestinianos.
Tal como na África do Sul, durante o processo de Oslo cavaram-se diferenças profundas entre israelitas judeus e palestinianos (nível de vida, acesso à educação, à saúde, ao emprego), diferenças que, en certos casos, não pararam de se agravar. Se o desemprego dos israelitas palestinianos diminuiu, na faixa de Gaza passou a atingir 40 por cento da população (tal como na África do Sul), e o nível de vida baixou 25 por cento em sete anos.
Mas, tal como na África do Sul, para o Estado de Israel não se tratava apenas de interesses materiais. Os israelitas, como os africânderes, têm uma característica comum: estão irremediavelmente prisioneiros da sua mentalidade defensiva.
Sete anos mais tarde, os palestinianos, como todos os povos colonizados, exigiram que fosse posto termo à ocupação e ao apartheid, condição essencial para a paz. Recusaram também o acordo-quadro final, elaborado a partir do modelo vago e geral dos acordos de Oslo. Rebentou então a segunda Intifada.
De imediato, o exército israelita interveio segundo planos precisos há muito preparados. O governo de Barak atacou os palestinianos em duas frentes distintas: no terreno, na Cisjordânia e na faixa de Gaza, e até em Israel, utilizou a punição colectiva e a violência excessiva; na frente internacional, lançou a guerra dos media, o que era indispensável para conservar, perante o Ocidente, a sua imagem de vítima, tarefa delicada quando o poderoso «Golias» israelita, armad até aos dentes, defrontava o pequeno «David» palestiniano, lançador de pedras.
O Estado de Israel não podia ganhar batalhas no terreno e perder a guerra da opinião pública internacional. Levou então a cabo uma campanha destinada a apresentar a população palestiniana como «desumana» e a desacreditar os seus dirigentes.
Foi necessário as forças de segurança israelitas matarem treze cidadãos israelo-palestinianos árabes e fazerem centenas de feridos nos primeiros dias de repressão, em Outubro de 2000, para o mundo tomar consciência de que um milhão de palestinianos viviam em Israel como cidadãos de segunda, submetidos a um sistema que apresentava algumas características de apartheid.
Extracto do livro Palestina – Israel, A Paz ou o Apartheid de Marwan Bishara, Fevereiro de 2001
Olhando hoje para o resultado ainda não definitivo das eleições na Palestina, depois das pressões veio ao de cima o espirito democrático britânico e os outros.
Não considero o Hamas um movimento terrorista. Recordo aqui isto. Recordo também Ahmed Yassin e Abdel Rantissi.
Penso que toda a gente tem noção das atrocidades que tem sido cometidas contra o Povo Palestiniano durante anos a fio, é para mim perfeitamente justificável que o povo palestiniano responda a essas mesmas atrocidades, ao apartheid criado pelo Estado de Israel.
É também muito interessante a opinião do amigo Luis, principalmente numa altura em que muitas memórias são curtas. Estas organizações, como afirmei anteriormente, lutam contra a opressão que o seu povo é alvo.
Não tentem branquear a história, porque ela não pode ser branqueada.
Continuo sem perceber como um povo que foi vitimas de uma das maiores atrocidades que há memória na história da humanidade, faça exactamente o mesmo a outro povo.
Revolta-me, indigna-me e agita-me o sangue. Mas pelos vistos não só mim. Também aqui e aqui.
Isto que está a acontecer na Palestina, dá que pensar em relação ao Iraque e outros países no mundo onde dizem por ai que existem organizações terroristas.
E se ele e e ele se candidatassem?
* Oxford History of South Africa, vol. II,Oxford, 1971, p.301.
Quarta-feira, Janeiro 25, 2006
Ao Meu Grande Amigo Sarmento Morgado com Grande Saudade III
Photo © AJA
Traz Outro Amigo Também
Música © José Afonso
Amigo
Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo,
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!
Alexandre O'Neill
Traz Outro Amigo Também
Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja benvindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também
José Afonso
Ao Meu Grande Amigo Sarmento Morgado com Grande Saudade II

Nota: Este texto foi escrito pelo amigo Mário Teixeira e publicado em 2001, na revista REAGE, fazendo parte da campanha de apoio à recandidatura de Jorge Sampaio à Presidência da República.






